Minis Fanfics
O mago faz-se cavaleiro... A aproximação se fará dos momentos em comum?
As histórias envolvendo Azuli e o cavaleiro mágico, Benjamin, são parte de uma fanfic original minha, no Wattpad. Escrevei pequenas cenas do mundo da fanfic "A gêmea da Guerreira Dragão do Mar" (Black Clover), ou seja... Não será nada pesado de ler! Divirtam-se com as mini fanfics!👊
(Capítulo único)💜
Benjamin, pensamentos:
- Opa! O que foi isto? - Benjamin, caído no chão, escutava a voz ruidosa, porém... bela da menina de capuz vermelho.
"O que foi isto"?? Isto foi levar uma sova em um único golpe! - Benjamin levantava-se com os pensamentos, também com a ajuda da menina.
Esquecendo da dor fantasma no meu queixo... mesmo ela tendo se espalhado para as áreas ao redor... Eu compus-me e decidi apresentar-me. Afinal de contas, "um White sempre se apresenta, não importa o quanto as pessoas do reino nos conheçam", como os meus amados familiares diriam. Mas, com um toque especial!
- Ahah, eu só estava a observar o céu enquanto as lutas decorriam. Está um belo dia! - olhando para o céu, ela notaria a nódoa negra que estaria a formar-se no meu queixo? Não posso mostrar a minha fraqueza antes mesmo da luta começar!!
Rapidamente, Benjamin baixou o rosto, escondendo o queixo inferior, consequentemente. - Então, eu sou o Benjamin e queria saber se... Hum? - ao abrir os olhos, ela não estava lá. Ela estava a afastar-se... - Mas o quê...
"Ela foi-se..." - Benjamin acompanhava a menina afastar-se, atónico. - "Ghh, como todos estes aspirantes a cavaleiros recusam a oferta dela?! Ela só precisa de alguém para lutar, e essa pessoa está bem aqui!"
Ajeitando a roupa, fui tentando chegar o mais rápido possível da menina, mas como ela mostrou ser, ela era rápida, e ela ia de um canto da arena para o outro, mas ninguém aceitava ser o seu companheiro de combate. O que significava... Esta era a minha hora!
- Espera, Azuli!!! - joguei a minha carta secreta. Chamei-a pelo nome. Normalmente, não resultaria, nenhuma nobre aceitaria parar para alguém que berrasse deste jeito, mas ela... Ela voltou-se para mim, e eu já estava frente a frente com ela.
- Azuli, queres ser a minha oponente? - eu disse, sem delongas. E suponho ter tido sucesso, pois os seus olhos azuis celeste começaram a alagar-se e pareciam cintilar com a luz do sol que batia neles. A confirmação não tardou a vir.
- Sério?!! Então vamos, vamos agora!
Igual a mim, ela não se deteve nos movimentos e foi direta ao ponto. Puxando-me com uma força que fazia a minha magia pulsar e o coração palpitar, ela levou-me ao centro da arena.
Uma bela maga, uma bela curandeira, uma bela pessoa... Eu fui derrotado com o mais belo e alucinante poder que eu poderia sonhar. De facto, um poder tão belo... Um poder que desperta memórias. Eu estava a afundar no "Reino dos Dragões do Mar", sem dúvidas.... mas eu respirava. É ela a responsável por isto.
"Kaito, está sol!"
"Eu posso ver isso."
"Então volta o teu olhar para cá, porque tu não entendeste o que eu quis dizer."
"Um menino, encostado a uma rocha, aproveitando o ar fresco que passava pela floresta, voltou o seu olhar para a menina, uma visão que o fez suspirar de admiração. - "Um arco-íris?! Criaste cores no céu, princesa!" - a criança exclamou, os seus lábios abertos em espanto.
Memórias que eu pensei estarem trancadas bem fundo em mim... Mas... - por mais saudosas que fossem as lembranças, Benjamin voltou ao presente, e nesse presente, as palavras de Azuli chegavam até ele.
- Desistes, Benjamin? - mesmo com toda a água que envolvia a ele à arena, se Benjamin podia respirar...
Eu também posso falar aqui. - eu notei, olhando em volta. Todos pareciam bem, alguns falavam entre si, mesmo estando dentro de água. E todos olhavam para si.
- Impressionante... - tenho de o admitir. - Realmente és impressionante. - ela derrotou-me, ela destruiu o meu gelo, uma magia com propriedades especiais de linhagem de família... Não é apenas água congelada, era... Benjamin estendeu um sorriso na sua face, um olhar sereno voltando-se para Azuli, que esperava a sua resposta. - Muito bem, eu desisto.
Ao meu redor, aquele monte de água começou a dissipar-se, ou parecia, sabes? Eu vi, observando a água mágica que desaparecia na frente dos meus olhos, no chão - a água havia ganhado propriedades naturais, se a juntássemos a qualquer rio, oceano ou lago, as águas ficariam divididas, essa seria a maior prova do potencial da minha parceira de combate.
Quando entardeceu, vi o capitão do Alvorecer Dourado aproximar-se de Azuli, que estava sob o muro da arena. Foi quando decidi dar um tempo, sair dali e voltar outro dia. Eu queria voltar a falar com ela, e isso significava...
Benjamin estreitou os olhos durante o voo, onde era acompanhado pela capitã dos Pavões Corais e um outro colega de esquadrão.
A minha família tem de ficar fora disto. Se eles me proibiam de chegar perto de uma princesa do reino, então com uma maga plebeia com a magia fora de controle não seria boa ideia... Durante o voo, os olhos de Azuli e da falecida princesa Naomi passavam pela minha mente. Eu entendo-te, mente minha... Mas será que podias ficar quieta e aproveitar o voo?!! - Benjamin reclamou com a sua própria mente, implorando por descanso.


Esta mini fanfic foi bem pequena. Enquanto a escrevia, lembrei-me de momentos da obra de "A Flor de Cerejeira entre monstros" que eu poderia explorar, e isso é, principalmente, sobre as marcas de maldição que os quatro genin da equipa 7 ganharam. Um pequeno spoiler: Como já dizem algumas pessoas "nos momentos mais vulneráveis, as pessoas são mais manipuláveis". E manipular, é o que um certo Sannin das Cobras pensa 90% do tempo em relação à equipa 7.
O olhar de ônix volta-se para o algodão-doce
Sasuke, pensamentos:
"Sakura, tens um dos melhores controles de chakra da equipa. Continua a treinar... hmmm... Não tenho muito a dizer, estás a fazer um ótimo trabalho estas semanas." - lembrei-me das palavras de Kakashi para Sakura, que sorria, contente.
"Melhor controlo de chakra", o quanto isso nos diferencia? - eu questionei-me, andando em direção a um campo de treinamento de Konoha. Havia espaço no distrito Uchiha, mas as distrações também eram muitas...
A Sakura sempre me conseguia encontrar nestes últimos quatro anos. Eu ia almoçar, ela estava à espreita, eu ia treinar, se eu olhasse para os arbustos veria uma cabeleira rosa, se eu fosse ao mercado, ela esbarrava em mim e fugia... - suspirei. - Mas agora, quem se encontra com ela, pela primeira vez, sou eu. Escutando a voz conhecida na área, associei-a de imediato à dona - Sakura.
Ela esmurrava as palmas das mãos da Bela, que defendia os socos da rosada e a incentivava a não distanciar muito os socos com intervalos grandes.
- Usa chakra, Sakura, apenas o bastante para aliviar o peso sobre os músculos e articulações que usas. Isso é o que nos diferencia dos civis, quando eles estão cansados, eles param, quando nós estamos cansados, usamos o chakra para nos levantar e continuar. - ouvi Bela instruir. Enquanto a Sakura mantinha o foco no treino, Bela seguia-a instruindo.
Para quem não falava sem berrar ou discutir, estas duas estão a dar-se bem demais. - eu pensei, observando as duas que, nem mesmo dois meses atrás podiam estar no mesmo espaço sem a tensão subir. - Se bem que, quem tornava tudo pesado era a Sakura.
Quando o Kakashi falou que a Sakura tinha um grande potencial... eu agora vejo. Tenho certa inveja do seu controlo, porque se o Kakashi lhe deu importância, então tem alguma coisa por trás disso. A Bela é uma excelente usuária de ninjutsu, mas ele não fala nada, o Naruto é terrível em quase tudo, mas quando se trata de furtividade (quando ele quer, realmente, fugir, e não ser um idiota) ele é um génio, mas o Kakashi não fala nada. Quanto a mim... - eu encosto-me ao tronco da árvore, passando despercebido pela Sakura, que mantinha o foco em outra coisa, no treino. - Eu não sou o melhor em nada, dentro da equipa. Taijutsu, perco para a Bela, corrida e resistência, perco logo para o Naruto, e ninjutsu... a Sakura se tornará melhor que eu, ou ela já o é?
Seguindo rumo a outro campo de treino, fui puxando a minha katana para fora do pergaminho.
Estilo raio e a minha katana, esses serão os meus pontos fortes, não ficarei atrás de ninguém quando se tratar desses dois fatores.

Segunda vida de Star, e nova vida para os monstros e a humanidade
Star, pensamentos:
- Escutei o ranger da porta atrás de mim, mas continuei a observar-me ao espelho. Na época eu não entendia, ou ao menos sabia o que causou aquilo... Posso dar-vos uma dica ou duas agora, mas antes, era isto que eu pensava...
- Não fazia sentido nenhum!!
- Eu, Star Butterfly-Diaz, fui uma das responsáveis pela destruição da magia e do mundo mágico! - ela falou, com convicção, mas logo ela passou a sussurrar, como se um segrede esperasse para ser falado. - Mas depois, poucos meses após a junção da dimensão mágica de Mewni e da dimensão da Terra, as minhas marcas voltaram ao meu rosto!!
- Marcas? - adoráveis vozes de crianças perguntaram, confusão a pairar sobre os seus rostos.
- Isso mesmo! - a minha voz extrovertida afirmou. - As minhas marcas de coração nas bochechas, que me identificavam como membro da realeza, portadora da varinha mágica e herdeira do trono. - eu cutuquei as minhas bochechas. - Voltando ao assunto... - a essas palavras, uma visão antiga cercava a sala inteira, mostrando-lhes as imagens narradas por mim.
Tempos atrás, na época da adaptação do novo mundo...
Star cutucava as suas bochechas, o seu reflexo sendo iluminado por nenhuma outra luz, que não a magia que cintilava delas.
- Elas voltaram. - o espanto na voz de Marco constatou. Chegando perto da amiga, passando pelo quarto, Marco aproximou o olhar de uma Star hipnotizada na sua própria imagem. E ele entendeu o porquê, mas Marco supôs que a Butterfly estava a olhar-se ao espelho por muito tempo.
- Marco... - foi a palavra que saiu da boca de Star.
Momentos de silêncio fizeram-se sentir.
- A magia voltou.
Que Marco só tinha olhos para a Star naquele momento, ele sabia disso agora, porque, ao olhar para o buraco na parede ao lado, ele reconheceu o estrago. O frio adentrava no quarto com extrema facilidade, o que só gelava os rostos dos dois adolescentes.
- Se é o caso, achas que podes? - incerto, Marco aproximou-se de Star como uma criança a pedir um favor à mãe.
- Claro que posso! - de 0 a 100, Star passou de abismada para um semblante confiante no rosto, um belo sorriso dentuço enfeitava os seus lábios.
Não tardou para toda a vizinhança e arredores sonhar com estranhos sons do lado de fora, pois Marco e Star berravam de animação ao voar pelos céus.
- Eu já disse que posso voar?!
- Já disseste que podes voar! - bem-humorado, Marco ria-se com o vento a bater-lhe no rosto.
- Eu tenho que mostrar isto à Cabeça Pônei e ao Tom! Eu não acreditei quando cogitaram essa ideia, mas agora... estou de volta!! - em alto e bom som, Star gritou, criando um eco na vastidão da noite. As suas asas douradas batendo lindamente à luz da lua e os seus braços extras pegando em Marco enquanto a loira esticava os outros dois braços em comemoração.
Encolhendo-se, Marco colocou a mão perto dos lábios e sussurrou a Star, olhando-a de canto de olho: "Ei, Star, psiu... Assim despertas os monstros noturnos, e eles não gostam de perder a hora da soneca."
- Relaxa, Marco! - Star sorriu-lhe brilhantemente, não fazendo Marco relaxar, mas sim perder a pequena esperança de não se meter em confusão... pelo menos, não àquela hora da noite. - A noite, não tarda, termina. Acordá-los agora não fará mal algummm! - seguindo a emoção, Star voou adiante, onde o castelo de Tom ficava.
- Bem... A Janna mora lá. - Marco falou, lembrando-se da menina, o que o fez pensar... - Os pais da Janna estão aonde?! - ele questionou, pondo a mão no queixo e arqueando a sobrancelha.
- É complicado! Mas uma complicação para outra hora! - rindo de nervoso, Star voou mais rápido, fazendo Marco desajeitar-se, apesar dos quatro braços que o equilibravam.
Voltando aos dias atuais, a própria Star e Marco ficaram encantados com a revisão das lembranças. Inclusive, com o toque mágico para fazer as memórias passarem pela sala como hologramas.
- Eles adormeceram. - o Marco adulto falou, olhando para trás.
- Tudo bem... - Star piscou os olhos, observando as duas crianças dorminhocas. - Vamos ver para nós mesmos agora!! - Star, tendo aberto um sorriso enorme, de uma ponta a outra, Marco não pôde conter o seu sorriso também e voltou-se para as memórias.
- Agora que não tem crianças a assistir, vamos passar à ação!!
Voltando às memórias:
Disparando corações enormes e de múltiplas cores pelo ar, Star divertia-se enquanto saltitava pelas ruas. O sol raiava no céu e a sua alegria estava no ápice.
- Eu estava com saudades desta espada. - Marco olhava com olhos brilhantes para a espada em mãos. - Se o Tom continuar um demónio e com os seus poderes, nós os dois vamos batalhar!!
- Nós os três! Criar magia com as próprias mãos é a coisa mais descomplicada do mundo agora!
- Precisamos testar tudo o que pudermos, passámos uns bons meses a acreditar termos perdido a magia, para que no final, ela tenha estado sempre connosco. - com as palavras de Marco, Star acalmou-se e começou a andar ao lado do Diaz.
- A Cabeça de Pônei passou este tempo todo a bater a cabeça no chão e a gritar "porquê que eu existo agoraaaa?!!!" Hum... Levá-la junto connosco para ela dar uma bicudas no Tom fará sentir-se melhor!! Podes apostar!!
Voltando ao presente:
- Star - Marco chamou-a, despertando-a das memórias vívidas.
- Sim, Marco? - perguntou ela, rapidamente, ainda mantendo o sorriso aberto no rosto, as lembranças animaram-na.
- Desviaste-te das histórias de novo. - Marco provocou, sabendo que Star sabia do que ele falava.
- Isso não importa, esta primeira memória é a que mais me alegra, Marco! - concluiu ela, sem espaço para discussão.
- Sim, essa, mas também... por que não... aquela vez que o Tom melhorou os seus poderes e quase pegou fogo nas costas daquele Ogro e de metade da floresta perto do meu emprego? - questionou Marco, divertido, enquanto pegava numa das crianças dorminhocas no colo.
- Chato~~~~ - ela cantarolou, pegando na outra criança ao colo. - Nada ultrapassa a vez que eu, a Cabeça de Pônei e a Janna fomos à renovação de votos de casamento da Sra. Víbora gigante e do nada, chuva ácida começou a cair do céu. E nós surfámos nela! Voámos quase órbita fora. - ela ria, baixinho, enquanto ambos começavam a dirigir-se ao corredor o palácio menor dos pais de Star, que lhe ofereceram.
- Chuva ácida e surfe... nada mau. Contudo... - Marco enfatizou. - Quando eu e tu irritámos tanto aqueles chefes da guarda dos palácios do antigo Mewni falsos, cujos nomes é desnecessário dizer...
- Gomez e Fernando. - Star falou os nomes, causando uma careta em Marco.
- E esse... Gomezzz... Abdicou da vida da civilização e escondeu-se na montanha aquosa dos vales. Nunca mais o vi.
- Marco, Marco, esses acontecimentos não são nada... comparados à nossa aventura de resolução de anomalias mágicas e além. - ela orgulhou-se.
- Sem dúvida. - Marco assentiu, antes de voltar os seus olhos para a criança no seu colo a dormir. - Star?
- Sim, Marco? - por alguma razão, Star acelerou o passo em direção ao quarto da criança.
- Deste uma varinha à Sol?
- Varinha de cozinha?
- Varinha mágica...
- Talvez. Sim! - respondeu Star, antes de desaparecer porta fora com a outra criança.
Relaxando, Marco observou as marcas de sol e lua nas bochechas da pequena Sol cintilarem por breves momentos, antes de desaparecerem.
- Este mundo é cada vez mais estranho... Mas vocês vão divertir-se nele. - sussurrou Marco, colocando a criança debaixo dos cobertores.
Antes de sair do quarto, Marco espreitou uma última vez a menina e apagou as luzes, fechando a porta no fim.
Ao fim do dia, Marco e Star foram-se deitar também. Um beijo de boa noite compartilhado entre os dois antes de ambos fecharem os olhos e deixarem os sonhos dominarem os seus mundos.


Mais velha, mas menos habilidosa. A tristeza de Tenten.
Sob o vento quente que se fazia naquela manhã, as nuvens destapavam o céu. Um longo caminho a menina percorria, a pressa ditada pelos seus passos velozes. Um direção específica ela tinha em mente.
- Com licença, o Neji Hyuuga está? - olhando para o guarda da casa principal, Tenten observava o corpo do guarda perder a surpresa e a reconhecer.
- Menina Tenten, bom dia. Sim, o menino Neji encontra-se a tomar o pequeno-almoço. Deseja que eu a acompanhe até ele?
Sem tempo para um suspiro, Tenten acenou positivamente, sabendo que ela só poderia entrar na propriedade com a ajuda do guarda de prontidão.
Dentro da casa, Tenten e o guarda não faziam barulho ao caminhar, parecendo fantasmas. Deixando-a em frente a uma porta de deslizar, a menina foi deixada a sós no corredor. E, apenas uns momentos depois, a porta na sua frente deslizou e o rapaz que ela procurava olhava-a.
- Bom dia, Neji. - desejou Tenten, primeiramente.
- Tenten? - o olhar perolado a analisava a menina de coques, duvidoso. Não era a primeira vez que ele recebia visitas dos seus companheiros, ou de apenas um deles, mas desta vez Neji não conseguia imaginar o motivo de Tenten aparecer sem avisar antes.
Abrindo-lhe espaço para entrar no quarto, ambos se sentaram à baixa mesa do centro, sobre almofadas. Um tapete cobria o chão do quarto do Hyuuga.
Frente a frente, Tenten sabia: ela não podia divagar agora, não com Neji. O Hyuuga era impaciente e, mesmo que o humor dele tenha mudado após o exame chunin, Tenten não sabia o quanto mais ele tinha mudado.
- Neji, eu vim pedir-te uma opinião. E quero que sejas sincero na resposta. - Tenten falou, mantendo a ansiedade controlada, mas que não passou despercebido ao Hyuuga, cuja sobrancelha se arqueou com as palavras da companheira de equipa.
- Tudo bem. - dando de ombros e de braços cruzados, o rapaz concordou. A sua postura a mesma de "eu faria isso de qualquer maneira" de sempre.
- Neji... - a menina preparou-se. - Diz-me o que achas... Com o ritmo com que eu treino, achas que eu consigo ser tão forte quanto tu e o Lee? Achas que eu, um dia, chegarei a alcançar algo mais, como acontece contigo e o teu Byakugan, e com o Lee e a sua quantidade de chakra e condicionamento físico permanente?
Ao som das suas palavras, o semblante inexpressivo de Neji fixou-se em Tenten.
Suspirando, Neji baixou o olhar, deixando os seus ombros descontraírem também.
- Vai, sê sincero... Eu... estou muito para trás? Muito para trás, mesmo para ser ultrapassada por genin recém feitos... - ela confessou os seus pensamentos, a sua opinião que a assombrava.
- Tenten, o nosso sensei é o Gai. - Neji falou, voltando a olhar para a menina, que não entendeu o raciocínio. - Tu não podes escapar de ter um bom físico, o que é algo que já desenvolveste neste ano e meio. - voltando à postura normal dele, Neji continuou a falar. - Se formos falar das tuas habilidades, eu diria que tu não estás a fazer uma boa gestão ou bom uso delas.
As sobrancelhas de Tenten franziam-se, a sua atenção estando presa às palavras do colega de equipa.
- A tua maestria em armas tem grande potencial, que tu tens demonstrado este tempo todo. Mas quanto à condição física, o uso dela por ti é... - Neji encarou-se fortemente, prestando atenção a quais sinais de mágoa na menina em relação ao que ele lhe dizia, mas ele não encontrava nada, fazendo-o prosseguir. - Quando saltas para o alto, quando lanças as armas, quando corres... esses são os usos que lhe dás à tua resistência e força. Enquanto que eu e o Lee a usamos para desferir os golpes finais aos adversários, tu gastas a tua energia em cansar o adversário, que raramente é surpreendido pelas armas. Pelo menos, para as que tu lanças.
- Então... - cabisbaixa, Tenten pensava alto. - Eu não tenho espaço dentro da equ-... - ela apertava as suas calças, na dobra dos joelhos.
- Então... - continuou ele. - A maioria dos adversários contra quem lutaste, não teriam hipótese contra ti. - o olhar de Tenten levantou-se de espanto com a voz do Neji. - Mas tu és simpática demais.
- Simpática?
- Foste tu que disseste - que querias aprender ninjutsu médico. Qual era a tua motivação para isso? Porque é que quiseste tornar-te numa ninja, sabendo que o ataque é um dos principais afazeres de um ninja em campo? - Neji respirava fundo, audivelmente. - Sobretudo, porque não terminas com um oponente tão rápido quanto podes?
"(...) porque não terminas com um oponente tão rápido quanto podes?" - se estas palavras se apegaram à mente de Tenten, elas faziam-na pensar a mil à hora.
Despedindo-se e agradecendo pela ajuda de Neji, Tenten saiu da casa do amigo, esbarrando em alguém: uma que já era um hábito, era Hinata Hyuuga. Desculpando-se pelo esbarrão, Tenten saiu do distrito Hyuuga e dirigiu-se à floresta que cercava a vila de Konoha.
Tenten, pensamentos:
Eu sou simpática demais? Eu? Eu lanço armas afiadas e pontudas na cara das pessoas, o que mais seria isso se não fosse agressividade?
"A maioria dos adversários contra quem lutaste, não teriam hipótese contra ti."
Não teriam hipótese, é, Neji?
Parando, eu estava na frente de um grupo de árvores altas. Elas estavam perfeitamente alinhadas, como se o ser humano as tivesse plantado com precisão.
Enche-me de tristeza bater-lhes. - observei o meu punho, antes de voltar para as árvores. - Mas para testar as minhas habilidades físicas, eu posso fazê-lo! E eu também posso plantar outras árvores, talvez algumas flores também, elas devem sobreviver na floresta, não é?
- Vamos lá, Tenten!! Queres descobrir do que és capaz ou não?! Sim, a resposta é essa!! - batendo nas minhas bochechas com força, eu acordei para a realidade. Pus-me em posição de ataque, e percebi que era uma das poses que ensinavam na academia. - Quase nenhum daqueles genin usava esta postura... - eu engoli em seco, mas a convicção da minha vontade veio ao de cima.
Respirando fundo, e estando a uma boa distância de uma das árvores, comecei a correr até ela com o punho em prontidão.
- Ahhh! - com um grito eu fui e soquei a árvore, sentia as folhas dela caírem sobre mim e pousando no meu cabelo após o impacto do meu punho nela.
Os pássaros cantarolavam naquela altura, o sol das nove começando a raiar no céu.
Quando notei, reparei no que eu fiz: a minha cabeça estava abaixada enquanto eu socava, se fosse um inimigo ali, eu não veria os seus próximos movimentos, até porque eu fechei os olhos. A minha postura desalinhou-se e, caso eu sofresse algum impacto mais forte, o meu interno sofreria danos. Além de tudo, o dano que causei ao tronco, foi satisfatório, tenho que admitir. Os treinos do Gai-sensei estão a fazer efeito, e eu mal notei que os treinos eram tão pesados assim. Hum... exceto aquelas manhãs em que ele adentra nas nossas casas e nos leva para um "treino da juventude"!!💪💪💪 Os treinos do sensei não são duros?! O que eu estou para aqui a pensar?!! São um terror absoluto!!
Limpando a fina camada de suor que queria aparecer no meu rosto, eu cobrei-me por não ter feito qualquer tipo de aquecimento antes de socar aquela árvore com toda a minha força.
Com os olhos, eu acompanhei a queda parcial da árvore, as folhas desprendendo-se dela e voando com o vento que as levava.
Será que usar chakra a faria cair por completo? O Lee consegue arrancar a árvore pela raiz sem quase esforço algum, mas ele tem que usar o chakra, mesmo que seja da forma que o corpo dele lhe permite. Ou não? O Lee usa chakra para aumentar a força ou é outra coisa? - eu questionei-me enquanto andava pela floresta, em busca de um pequeno lago ou riacho. Precisava verificar o meu controlo sobre o chakra, e que melhor forma do que a básica sobre a água?
Os meus pontos fracos: estilo vento. Os meus pontos fortes: prefiro não mencionar. - suspirei, andando pelas rochas no chão, o que eu suponha ser um sinal de uma cachoeira por perto.
Humhumhum~~~~ Se eu usasse o elemento vento nos meus ataques, será que eu poderia vencer aquela ninja de Suna? Eu estaria a entrar no jogo dela, então seria um combate justo. Pelo menos, da forma que eu penso.
Ao passar pelas rochas que me indicavam o caminho, não o som da água, mas de vento se fazia aumentar.
O vento está mais forte por aqui?
Passando a olhar para todos os cantos, comecei a abrandar o passo e tomei atenção por onde pisava.
Um penhasco? - observei a pedra cair penhasco abaixo, perdendo-a de vista quando ela entrou na escuridão. - Se eu descesse e subisse pelo penhasco íngreme, seria um treino mais complicado que andar pela água ou tentar manipulá-la, não é? - eu estiquei o pescoço, tentando ver com mais atenção o final do abismo. - Se ele está dentro da vila, não deve ser muito fundo.
Se eu quero tornar-me numa Sannin tão poderosa quanto Tsunade Senju, não posso deixar o tempo passar e não fazer nada em relação a mim. - eu pensei.
Eu estava decidida mas, quando estava a concentrar o chakra nos meus pés e avançava em direção ao penhasco, fui empurrada. Para onde? A visão de relva verde fez-me supor que na relva, longe do penhasco.
- Francamente, como és impulsiva, Tenten. - perto da menina, um rapaz subia da beira do penhasco, da pequena distância a que caiu.
- Neji. - sem o olhar, Tenten adivinhou. Rolando pela relva, ela finalmente viu o seu colega de equipa. O Hyuuga estava a terminar de subir o penhasco.
Ele caiu quando me empurrou? - questionei-me, levantando-me também.
Aproximando-me enquanto Neji sacudia a poeira de terra das suas roupas brancas, observei que o chakra dele estava encolhido, ou seja: escondido.
Não me digam que ele esteve a vigiar-me? - arqueando uma sobrancelha, fiquei a observar Neji, que só depois de um tempo me encarou. Apesar de eu achar que ele tinha uma explicação a dar, ele parecia ter outra ideia, pois arqueou também uma sobrancelha, imitando-me.
- Eu vim passear. - foi a declaração de Neji. - Mas não imaginei que veria uma colega de equipa quase a suicidar-se.
- Suicidar-me? Neji, eu estava a treinar. - voltei a arquear a sobrancelha. - Ou ia, porque não tive tempo para isso. - eu suspirei, colocando as mãos na cintura e inclinando-me de leve.
- Dentre todas as possibilidades que tinhas dentro da vila, vieste de encontro com o penhasco "Ponte do Além"? - Neji franziu o cenho, descrente.
- Que belo nome... - comentou Tenten, perdendo a graça e desviando o olhar para o penhasco.
- O Gai-sensei voltou mais cedo, ele marcou um treino ainda para hoje. - do nada, Neji falou.
- Certo, certo. - Tenten respondeu automaticamente, começando a seguir o rapaz pela floresta.
- E a senhora Tsunade também parece estar a caminho de Konoha. - Neji soltou.
- Quem??!! - pulei desordeiramente para a frente, fazendo com que Neji tivesse que se desviar. Sentia o meu sorriso crescer no meu rosto, mas eu queria ter a certeza de uma coisa. - A senhora Tsunade?! A princesa Senju?! A grande Sannin Lendária?!
Escutando o Neji suspirar, eu só o vi acenar positivamente com a cabeça. Provavelmente os meus berros o incomodavam... Mas o Lee é bem mais barulhento e o Neji já devia estar habituado! Então eu berrei pelo resto do caminho. Eu conheceria a grande Sannin Lendária, uma das quatro Sannin que fez história na aldeia e no mundo, e também a minha inspiração!
Ambos saíram da floresta, com planos de ir ter com o seu sensei e Lee, que chegaram cedo de uma missão. A demanda das missões estava sufocante, mas a equipa estava habituada a isso pela convivência com o seu entusiasta sensei, Gai!
Apesar de todos os pensamentos em relação ao futuro, ele continua a ser um segredo. Mas de uma coisa a humanidade já se deu conta. Quando se tornam mais velhos, momentos assim passam pelas suas mentes e eles percebem: "esse pequeno momento foi o início da construção do meu caminho, o início da minha jornada".
(Links) Mini fanfics no mundo de "Flor de Cerejeira entre monstros" (Sakura Haruno)
(Links) Mini fanfics no mundo de "A gêmea da Guerreira Dragão do Mar" (Black Clover)
- (Escreverei quando disponível);

